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A dor é inevitável ?

 
Revista Universo Espirita - Ed. 55
 
Vivemos num meio que, muitas vezes, por não entender a função da dor em nossas vidas consideramo-Ia indispensável ao nosso processo evolutivo. Essa é uma idéia falsa. Nenhum de nós foi criado para evoluir por meio da dor. A dor é uma possibilidade em nossas vidas: podem nossas escolhas, vez por ou¬tra, doer. É possível, mas não é inevitável. Até porque, o importante não é a dor em si, exceto como um sinal, um alerta Parar na dor e ficar com ela submetendo-se a ela, como se isso garantisse algum mérito em futuro próximo ou distante, é o mesmo que acordar pela manhã com o despertador tocando e conformar-se em ouvir seu barulho irritante pelo resto do dia, sem desligá-lo, crendo que isso demonstrasse resignação, quando é apenas falta de inteligência.

A presença da dor representa, em nossas vidas, a ponta do iceberg de um pa¬drão de comportamento. Quer dizer que há tempos vimos assumindo idéias e atitudes negativas sem perceber, pensamentos contra nós mesmos, ilusões de todo tipo. Para nos tirar da ilusão em que vivemos, e nos trazer de volta à realidade, a dor é um meio eficaz.

A dor tem o condão de nos fazer olhar para nós mesmos. E o melhor que se pode fazer, em relação a ela, é descobrir e sanar sua causa, que está sempre no mesmo lugar: em nós mesmos.
Mas não é assim tão simples. O mais comum é responsabilizarmos os outros, ou as coisas, pelo incômodo que estamos sentindo. E isso leva a três atitudes bastante prejudiciais:

1. A PASSIVIDADE, SUBMISSÃO: Colocar-se sob o domínio, à mercê, da dor e de seus efeitos desagradáveis;

2. A REVOLTA, RAIVA: Incompreensão e ignorância das causas levam ao senti¬mento de vítima, de haver sido injustiçado;

3. A FUGA: Tentativas de esquivar-se da dor através de vícios e manipulações. Quando ficamos passivos, nos revoltamos ou fugimos (tudo para evitar sentir a dor), esses atos só revelam o quanto nos sentimos impotentes para lidar com ela, o quanto acreditamos que ela é maior e independe do que quer que possamos fazer.

A mudança de ponto de vista, trazendo a causa da dor para nós mesmos, como resultado do livre-arbítrio ou da ignorância, coloca-nos em posição de vantagem e de domínio, sobre ela. Coloca-nos na posição de agentes de nossa própria cura, quando aprendemos a escolher com sabedoria e vamos em busca do conhecimento de que ainda carecemos.
Não resta dúvida de que a dor ainda tem, em nossas vidas, um papel fundamen¬tal: o de convidar para o progresso. Mas o progresso significa desenvolvimento da inteligência, e com inteligência podemos evitar que a dor exista.

De fato, almejamos o dia em que ela se tornará desnecessária e em seu lugar teremos o amor, a sensibilidade, a inteligência da razão e dos sentimentos, desenvolvidos. Aí poderemos aprender nossa própria curiosidade, com nosso próprio trabalho e discernimento. Com certeza, a evolução nos fará caminhar cada vez mais distantes dos processos dolorosos e, nem por isso, seremos menos sensíveis ou humanos. Seremos apenas mais felizes.

*** Esse artigo faz parte da matéria CAUSA E EFEITO - O MECANISMO SECRETO DA EVOLUÇÃO ESPIRITUAL, publicada na Ed. 55 da Revista Universo Espirita, que poderá ser obtida gratuitamente na biblioteca do AMA. ***
 
Rita Foelker 
 
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